LIVRO - Capítulo 1 | continuação .

"Fizemos o caminho da minha casa duas vezes indo e voltando, na tentativa de algo acontecer, mais ali não era o momento, e parecia que esse momento só ia chegar no tempo certo."

Aquela noite parecia que estava dentro de um daqueles livrinhos que minha mãe lia pra mim toda noite, onde a princesa em fim reencontrava seu príncipe e eles juntos ficavam até que façam uma nova versão da história. A noite parecia que estava fazendo uma conspiração com o relógio do meu quarto, não passava nunca de um segundo para o outro, parecia quebrado ou até congelado com o frio que eu sentia, mas na verdade aquela era uma noite quente porém os calafrios que sentia por causa da ansiedade eram de fazer todo meu corpo tremer. E eu ficava idealizando como seria dali em diante, que eu tinha quase certeza que eu estava realmente durmindo, e que quando acordasse amanhã cedo ia me dar conta que foi mais uma vez um dos meus tantos sonhos que estava tendo durantes aqueles meses . Bebi litros de água, acabei com quase todos os biscoitos e aperetivos da dispensa, devo ter engordado uns 3 kg naquela noite, mas nada me acalmava. Porque a hora não passava? Porque não amanhecia ?
Mas foi ai que me dei conta, já tinha passado das 4:30 da manhã, o dia estava quase amanhecendo e eu nem tinha percebido, achando que ainda eram dez horas da noite, percebi que tinha que pelo menos deitar e fechar os olhos, eu devia estar preparada se algo acontecesse quando o visse, se derrepende eu tivesse imaginado tudo aquilo, pelo menos ele não ia notar que estava obesa de ansiedade e com olheiras mais fundo que o poço da minha vizinha.
Em fim, como tínhamos combinado, nós íamos nos encontrar no lugar de sempre as 7 horas da manhã, sabendo eu que só devíamos estar lá as 9hrs, porém tanto eu quanto ele sabíamos que tinhamos muitos assuntos a serem conversados e até esclarecidos, eu estava quase certa de que ouviria uma daquelas típicas frases de menino dando um toco: " não dá, somos muito amigos". Mas em fim , eu precisava ter coragem pra saber no que aquilo ia dar, e fui com cara e a coragem, ou melhor só com a a cara porque a coragem eu deixei dentro do meu armário.
Fiquei apavorada ao encontra-lo lá, me esperando pontualmente, eu não sabia se dava um sorriso para cumprimenta-lo ou se falava um "oi", acabou que muito desastrada quase tropecei nas pedras que haviam no caminho,tentei diminuir o passo para eu me acalmar, mas meu rosto ardia como se estivesse dentro de uma fornalha, pensei que quando ele fosse me dar um "simples beijo no rosto" ele sentiria na certa como estava quente, mais o que foi engraçado foi sentir que ele também estava constrangido.
Eu quase esquecera que ele continuava a ser aquele menino no qual eu dividia e fazia as minhas confissões, o meu melhor amigo, aquele que nunca tive vergonha de dizer que estava com medo. Ele saberia de longe que eu estava me sentindo super abalada, mais ficou quieto e tentou amenizar a situação com uma piada que não tinha nem um pingo de graça, porém foi o que me confortou no momento.
Depois de rodiarmos por alguns assuntos, veio aquela típica frase que te faz ficar vermelha quando se tem algo pendente: " e aê ?" Eu poderia responder, sem muitos rodeios mais as frases que vinha ensaiando pelo caminho fizeram o favor de tirar uma folga e me deixaram , então apenas respondi com a mesma pergunta. Nós rimos. E como rimos, na hora eu me senti tão leve, senti que realmente não estava tudo acontecendo por acaso e então começamos a falar abertamente sobre o assunto.
Como era de adivinhar, estávamos la como sempre ficávamos um querendo falar mais que o outro, as vozes se alterando, esquecemos até que estávams falando de "nós dois", parecia uma conversa como aquelas que tínhamos no telefone, rindo de algo que aparecia na televisão em altas horas da madrugada. E ele me disse: " eu gosto de mais de você". eu o fitei querendo acreditar no que estava ouvindo, era de mais pra mim , uma perfeição no qual eu pensava que só existia na minha imaginação. Olhei para meu peito procurando ver se meu coraçã pulava como eu sentia que estava, minhas bochechas pareciam que iam explodir. Momento único, momento nosso, ali eu percebi que era real que ele sentia o mesmo por mim.
O dia ia passando, era quase impossível guardar para mim tanta informação, ninguém entendia os nossos olhares, as nossas risadas fora de tempo, era tudo tão misterioso para quem via, era tudo tão simples para mim que sentia.
Mas existe sempre aquele impecílio para tentar destruir aquele momento, "aqueles problemas que eu ainda tinha que resolver". E então parecia que tudo estava desabando em cima de mim, e a minha realidade estava ficando distante de novo, as minhas lágrimas não era contidas nos meus olhos e a situação ficava cada vez pior para mim, e eu conseguia ver o olhar de preucupação me fitando do outro lado daquele lugar, tentando buscar explicações em minha face para aquilo estar acontecendo. E ali eu resolvi por um ponto final no que estava me afligindo, e arriscar pelo amor que estava sentido. Joguei tudo pra cima, eu queria amar, e estava disposta a esquecer meu passado por isso.
E em fim parecia que estava voltando tudo a ficar tranquilo, e o dia estava começando a acabar e queria saber no que aquilo tudo ia dar. Era meio estranho ficar como um agente de missão secreta, falando em códigos, marcando em lugares escondidos, mais era uma situação interessante. Fomos embora juntos, eu ainda muito abalada e ele tentando me confortar com um abraço tão aconchegante, uma voz suave nos meus ouvidos e uma tentativa de fazer aquilo tudo ser mais real.
Ele citou as belas palavras: " eu quero tentar te fazer feliz, você me deixa tentar?". Por um segundo eu pensei estar olhando pra ele com a minha cara patética e quase chorando, quase não, eu estava chorando. Sim eu concordo com você, micão na certa , mais era quase incontrolável me segurar, eu já perdi as contas de quantas vezes eu idealizei aquela cena e estava acontecendo. Era o cenário "perfeito", dentro de um ônibus , na compania de meus melhores amigos, eu poderia ressaltar que eles estavam mais anciosos do que nós dois, analizando cada ação nossa. E foi então que tudo ficou em silêncio eu o olhando e ele me olhando, não era preciso falar, apenas ficarem silêncio que tudo era dito apenas em cada expressão, e ele tentou .. e eu cedi.

Um beijo pelo qual eu nunca mais esquecerei na minha vida. (também pelo fato de estar ridiculamente chorando que nem uma boba).
E então aquele foi o nosso primeiro dia, o dia que tudo aconteceu. O dia que nem você e eu esqueceu.


CONTINUA ...

2 comentários:

Aline Lopes disse...

Sonhamos com príncipes, idealizamos o momento em que a nossa grande paixão ia surgir, e de repente ele aparece, ficamos mudas, sem fala, o medo, naturalmente toma conta de todo o nosso ser, por medo de rejeição, ou até mesmo por não saber como agir e estragar o tão esperando momentos.
E no meio de caminho e natural que sujam alguns problemas, isso só servira pra mostrar que e isso que você fazer e depois tudo ficara bem, e o final feliz em breve surgira, ou melhor, o final não, mais a eterna felicidade, e no final com um beijo a felicidade será selada.

Adorei o blog, amei o texto.

Beijos

Confissões.com.br/ONL disse...

Háa , brigada ' mais a história não acaba ali , esta apenas começandp *-* muita coisa qé não estava no meu script de "amor perfeito" acontecerá OKSAOKSA , brigada flor '

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Vai diz aê , qé eu to lendo ;D